On a Starlight Night
Eu gosto do imaginário, onde o choro tem gosto de girassol, onde o sorriso tem cheiro de amoras e o abraço é o mais apertado do mundo. Onde a dor logo vai embora, trazendo a tão esperada felicidade. Onde sempre existe esperança nos momentos mais tristes. Quando a gente bate na porta e ela abre sem que alguém precise atender. Quando o amor aparece sem estar escondido nas mãos de algum ser maligno, capaz de te fazer chorar e doer. Onde o amor existe nas palavras, na prosa e nas poesias, nos sorrisos imaginários e enormes e no choro que nem faz tão mal assim. Eu gosto das palavras e do mundo que inventei. Eu gosto das pessoas de mentira, que vivem dentro de mim, e dos livros e dos momentos bonitos que cada um deles já me fez vivenciar na imaginação. Eu gosto dos desenhos inventados e arquivados, das conversas que não existem, dos amores deliciosos que as palavras um dia me fizeram inventar. Eu gosto do imaginário, porque lá a dor existe, mas logo vira alegria. Eu gosto do imaginário, onde tem sorriso no meio do choro. Onde o amor é bonito e tem encanto de arco-íris. Onde se é permitido sonhar.
— Letícia Loureiro.